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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Aventura de Louco, Todo Mundo Quer um Pouco - V


Onde Nasce uma Paixão

- Não consigo te entender... você tem um mundo em sua mente e sei que o importante será conseguir ver na sua mente o que tem por detrás de cada imagem que seus olhos me transmitem!
Sorri para ele e disse ainda sorrindo:
- Que lindo! Você acertou, o mundo gira, aqui!
E fiz o meu silêncio. 
Depois daquele momento, não demorou muito e chegamos no sitio tão desejado! Eu e Letícia estávamos muito cansadas, mas tinha tanta coisa ainda para organizar! E assim, descemos do carro todos muito eufóricos. 


E assim a estória continua... 
O MOMENTO CERTO... O DESEJO DE ESTAR PERTO!

- Esperem para descer, vou ligar a lanterna, temos de estar muito atentos porque pelo chão pode ter cobras e se pisar em algumas, elas se enraivecem.
Falou Lucas querendo nos assustar por estar tudo muito escuro!
- Você está dizendo a verdade Lucas, aqui no sítio pode ter cobras? Nem me diga que é verdade senão nem durmo mais!
Falei apavorada.
- Aqui é cheio de cobras, não é, Lucas? Acho que ela então nem vai dormir!
"Mas como pode ser atrevido! Tudo que ele fala tem de levar para outro lado, mas eu já tenho a resposta certa para ele agora!" Pensei...
- Dependendo da cobra ela não me assusta... consigo dormir tranquilamente, porque sei que existem cobras que não mordem!
Lucas gargalhava... gargalhava sem parar, e a lanterna começou a balançar iluminando por todo o lugar, e falou:
- Você poderia ter dormido sem essa, amigo! Ei, super homem, a cobra morde ou não morde?
E continuou a gargalhar juntamente com Letícia que se delirava com as piadas indiscretas...
- Vamos ver se não morde! 
Respondeu e no mesmo instante deu um sorriso indiscreto me olhando com desejo e continuou a falar...
- Talvez, morda com carinho e não mata, assim, quando morder, talvez até vai querer outras mordidas porque gostou!
Eu  abri os olhos naquela escuridão... simplesmente o olhei pensando:
"Achou esta resposta como se quisesse demonstrar carinho ao ponto de me fazer desejá-lo,  pensando que eu iria gostar... ele é realmente muito petulante, indiscreto! Ele está se achando um super! 
Vai ter de suar para que isto aconteça, mesmo que o deseje vai ter de suar!"
Parece que já estava conseguindo ler os meus pensamentos, através de meus olhos mesmo naquela escuridão. Notei que no mesmo instante, não brincava mais para não perder o pouco que pensava de ter me conquistado.
Não era pouco, era muito! Eu estava cada vez mais encantada com seu sorriso e seu desejo por mim, mas não poderia demonstrar assim de cara, o que ele poderia pensar! Iria se sentir um vitorioso muito veloz. Não ele vai ter de se cansar, afinal temos um mês pela frente! Mas será que eu resisto? Ele já estava irresistível para mim.


Letícia carinhosa com Lucas e apreciando o céu cortou aquele assunto dizendo:
- Vida, antes eu me deslumbrei com o por do Sol e agora ao olhar o céu e vendo esta enorme lua, eu não tenho palavras! Desliga um pouco a lanterna para que eu olhe na escuridão plena!
- Não!! Não Letícia... não inventa! Deixa a lanterna acesa! Gritei apavorada... 
- Credo! Mas você acreditou mesmo que tem cobra?
Falou minha irmã rindo de mim!
- Claro que acreditei, pois estamos a um passo do Pantanal e sei que ali é cheio delas!
Afinal, Lucas, tem ou não tem cobras aqui?
Meu Deus, não sei porque todos não paravam de rir, eu ali nervosa com aquele ambiente que ainda não conhecia e eles levando tudo na brincadeira.
Realmente o céu estava maravilhoso,mas não poderia aproveitar o cenário e me delirar com a beleza depois de um aviso como aquele!
E, neste momento, Júnior pegou a lanterna  e iluminou o caminho e mais, me ofereceu suas costas como se fizesse cavalinho... e eu aceitei o colo e foi neste momento que nos tocamos pela primeira vez... Meus braços estavam entrelaçados em seu ombro e ele se mostrou forte me carregando até dentro da casa. Lucas o imitou, pois não queria que Letícia se sentisse desamparada.


Neste instante, me senti tão tranquila nos braços dele... eu gosto muito da escuridão, mas gosto de estar no escuro em lugares em que me sinto bem, lugares que conheço. Ali tudo ainda me assustava... eles já haviam falado que iríamos ver animais em giro por existir uma mata nas redondezas do sitio, e que poderíamos apreciá-los quando fossemos caminhar... 
Ele brincava... era atrevido mas... ao mesmo tempo mostrava um lado carinhoso que me dava água na boca!
Finalmente entramos, o caminho era curto, eu não queria sair daquele colo... desci e o olhei sorrindo!
Quando tudo se iluminou com aquele lampião que Lucas acendeu que mais parecia luz elétrica, eu pude ver cada ângulo daquela pequena casa e pensei:
"Acho que realmente estamos no paraíso"
A casa era linda! Precisava dar uma arrumada, mas tudo ali era muito aconchegante. Tinha tantos troncos de árvores formando pilastras ao encontro do concreto e no teto havia também troncos grossos de árvore envernizados. 
Eu sempre gostei deste tipo casa com um estilo chalé de montanha e naquele instante me encontrava próprio dentro de uma. Toda a pintura da casa, portas e janelas eram brancas... o piso de tijolos envelhecidos também eram brancos dando um lindo contraste com as pilastras e teto de madeiras escuras e envernizadas.
Havia uma varanda que ia de encontro a um gramado e muitas árvores. Eram árvores altas bem ali perto da casa. Não via a hora de poder vê-las ao dia! Tudo parecia tão lindo ali fora, havia muito verde para se admirar.
Quando Lucas iluminou a varanda, deu pra observar alguns detalhes. Na varanda havia duas espreguiçadeiras com tecido verde dando cor para toda aquela varanda branca, com um cercado em madeira onde haviam gerânios em vasos  atacados a estes troncos e tudo para mim era lindo! Eu não conseguia deixar de apreciar e falei:
- Lucas, você disse que era muito simples, que poderíamos estranhar, mas eu estou achando maravilhosa a casa do sitio!
- Eu também gosto muito. 
O desconforto que disse foi sobre a energia que não tem, a água dentro da casa que também não tem, mas toda a casa foi bem cuidada por minha mãe. Ela queria um lugar tranquilo e aconchegante para estar ao lado de meu pai em períodos de ferias.
Quando meu pai comprou o sitio não era assim... Todas as vezes que ele vinha aqui em ferias, ele não deixava a minha mãe sozinha. Vinha para se aventurar mas gostava da presença de mamãe sempre perto dele, então juntos eles reformaram tudo para que ela pudesse estar em um lugar mais agradável. 
Agora vivendo aqui minha mãe novamente fez uma nova reforma porque nos fins de semana os dois sempre estão aqui... 
Falou Lucas demonstrando muito carinho pelos pais.
- Vida, então eles provavelmente virão aqui neste período em que estamos na casa? Estou com muita saudades dos dois, principalmente de sua mãe!
Disse Letícia.
- Não, neste período de férias não estarão aqui... Meus pais decidiram ir ao Sul de Minas por duas semanas. Certamente você poderá vê-los antes de partirem. Vou levar todos vocês lá em casa antes da partida deles, para um almoço. Mamãe vai preparar um almoço para nos! Já está tudo combinado!
Antes de entrarmos Lucas iluminou novamente o jardim para nos mostrar o tanque. Haviam três degraus para descer da varanda indo ao encontro do gramado e pouco mais adiante estava ali o tanque contornado de cimento e um chuveiro ao lado. Toda a água usada, Lucas disse que escorria formando um pequeno córrego, onde poderíamos ver alguns patinhos do sitio ali se banhando... 


Eu sabia que quando tornássemos a ver tudo aquilo pela manhã, seria um pouco diferente do que a primeira visão... tudo ficaria mais memorável! E também, porque ao apreciar tudo, eu não sabia se olhava para todo aquele sitio ou se procurava o olhar dele para ver o que estava fazendo? 
A resposta que procurava era sempre a mesma... ele estava olhando para mim. Olhava sem fim! Ali eu senti de novo o prazer de flertar... o prazer de procurar me apaixonar por um alguém que não fazia outra coisa que não fosse me apreciar!


Ao entrar novamente, fomos organizar as bolsas em seus lugares e também apreciar a casa ao interno mais um pouco. Entrando tinha a cozinha e havia um fogão de lenha. Quando o vi senti vontade de aprender usá-lo. Me fez recordar a fazenda de minha tia, onde tudo era preparado no fogão de lenha ou em forno construído fora da casa, que ao preparar bolos, nos deixava ansiosos para prová-los.
A cozinha ia de encontro com uma pequena sala que havia uma janela e três portas. Duas portas ao interno e uma de entrada para casa. Poderia entrar na casa ou pela pequena sala ou pela varanda de fundos. Das duas portas que haviam ao interno, uma era aquela que vai para a cozinha, a outra iria para um quarto que seria o quarto que eu dormiria... ali havia duas camas de solteiro que ao olhar logo pensei: 
"Será que Júnior dorme aqui?" 
Antes que perguntasse, para acabar minha curiosidade Júnior diz:
- Eu também vou dormir aqui... 
"Ele dormiria ali também... minha nossa! Vou ter de sentir o seu respiro por toda a noite, espero não perder sono...espero que não ronque!"
Acho que meu rosto o fez entender mais uma vez o que pensei, porque naquele mesmo instante ele falou:
- Mas se você não quiser, eu levo a cama para a sala ou durmo no sofá... eu durmo lá!
Eu estava para dizer sim toda contente, quando Letícia, antes de mim, fala:
- Nem brincando pense nisto! Todos aqui terão direito de conforto e ali na sala é tudo aberto,  quando um passar quem estiver dormindo vai se sentir perturbado. Se Olivia não quiser que você durma no mesmo quarto com ela, cabe a ela tomar a decisão de ir para a sala e não você que já se organizou aqui!
Eu neste momento, dei uma olhada nervosa para minha irmã... eu pedi que estivesse do meu lado, que me desse força e agora está me tratando como uma que não merece um cantinho gostoso sem ninguém por perto. Que raiva dela eu estava... 
Parecia que estava querendo mais que depressa me fazer estar com ele... ela não entendeu que isto não poderia ser assim! 
"Ou será que pode? Talvez seja melhor mesmo, porque caso faça barulho lá fora, eu estarei perto dele a me proteger... Mas se ele dorme feito uma pedra? Assim nem poderá me acalmar falando comigo... 
Será que ele consegue dormir perto de mim sossegado? Bem, eu consigo! Eu nem vou ligar para ele só porque estará ali... eu nem vou ligar mesmo! 
...Tomara que o perfume dele não venha até a mim quando o vento soprar, porque é muito agradável o seu cheiro, eu já senti varias vezes no carro! E é delirante!"
Sempre a pensar coisas absurdas e contraditórias...  será que é só eu que penso aqui? Acho que não! Não é possível!


Deixamos as bolsas no chão e fomos ver o resto da casa... Para ir para o outro quarto deveríamos voltar para a cozinha, porque ali teria, quando entrasse pela varanda, uma porta à esquerda que vai de encontro a uma pequena saleta que tinha uma forma quadrada com uma parede em tijolos de vidros transparente que recebia toda a claridade vinda de fora. 
Ali havia um sofá de madeira e almofadas fofas e verdes e também havia plantas em vasos, daquelas em forma de folhagem que dava tanta beleza no local.. Quando olhei achei aquele cantinho diferente...
Para o lado esquerdo tinha uma porta... Era a porta do banheiro que foi construído na varanda, mas sua entrada era dentro da casa. E de frente havia o quarto onde minha irmã dormiria. Cheguei a pensar de dizer em dormimos juntas, mas nem me ousei em falar, sabia que todos iriam rir de mim! 
Os dois não desistiriam de momentos a sós. Momentos como aqueles que mais parecia uma lua de mel para os dois, eu não poderia invadir e atrapalhar. Eu nem me pronunciei porque sabia que seria inútil. Os dois se amavam e estarem juntos, não existiria tão cedo para os dois.
E assim fizemos e... Para a minha tristeza ou alegria eu deveria dormir ao lado dele e quem poderia dizer o que sentia, seria apenas o meu coração, somente ele poderia saber!...
E então depois de tudo organizado, cada um economizando água, pode tomar um banho pois Lucas e Júnior um dia antes, havia enchido a caixa  d'água pensando em nosso bem estar!
Havíamos comprado um frango assado em Cuiabá e minha irmã junto a Lucas preparou um arroz e salada e comemos. Foi um momento rápido e muito tranquilo, pois estávamos muito cansados. No outro dia quem iria lavar as vasilhas seria eu... Lá fora! Eu desde já, estava pensando nisto, porque comer é tão bom, mas lavar é horrível! 
Tomara que ele me ajude... Eu vou pedir com carinho! Dizem que é assim que a gente faz quando quer escapar de algo que não gosta... Pedir com carinho muitas vezes funciona, eu vejo a minha irmã, quando ela pede com carinho ela sempre consegue tudo!
Nos já estávamos deitados... E eu antes de dormir estava ali a pensar até dormir...
Eu estava gostando tanto do passeio que não sentia falta de casa... Sentia um pouco a falta de minha mãe de seu carinho, mas estava muito contente com a viagem, com tudo... Nada mais estava me assustando como antes... Quanto silencio naquele lugar, não via a hora de amanhecer, mas sentia muito sono. Quando estava quase dormindo começou um barulho de uma cigarra que não parava, parecia que estava dentro do quarto.
- Você está dormindo? 
Perguntei.
- Não... não consigo... 
- Por que? Por causa deste barulho de cigarra cantando? 
- Não a cigarra não me incomoda mais, eu já havia me acostumado.
- Então, o que não está te deixando dormir? Talvez você comeu muita carne...
- Também não... Acho que é porque antes estava dormindo junto com Lucas e hoje você aqui do lado... a gente nem se falou tanto, e eu na verdade queria falar um pouco com você, te conhecer mais... Eu queria conversar! Apenas conversar.
" Olha só todo dengoso... se fazendo de carente. Típico deles, os homens!" 
Pensei... e então, pedi que acendesse a vela para iluminar aquele ambiente.


Tudo se iluminou de uma maneira diferente por estar usando uma vela.  O ambiente estava com uma luz baixa, como se fosse um abajur fazendo se sentir mais aconchego e então comecei a falar novamente:
- Você acha que esta cigarra está aqui dentro?
Perguntei desejando que a encontrasse... 
- Não é apenas uma cigarra! São muitas e estão lá fora, mas quando você se acostumar nem vai ligar tanto!
Falando, ele sai da cama e senta em uma cadeira que tinha ali dentro do quarto e começou a contar como foi o seu primeiro dia ali... O quanto aquelas cigarras o perturbou! 


E continuou falando:
- Eu estou adorando aqui! Quando formos caminhar pelo sitio você vai ver macaquinhos atravessando a estrada. Eles se chamam Macaco Prego e são diferentes por serem pequenos, são diferentes de todos que já vi! Eles não tem medo de pessoas... a gente ao olhar para eles os fazem parar e ficam nos observando. 
Eu achei muito divertido quando vi. Eu e Lucas gritávamos para assustá-los, mas depois paramos por sentir medo de aparecer um bando em cima da gente e não ter como escapar. Com estas coisas da natureza não se brinca!
- Deve ser maravilhoso! Eu estou com sono!
- Então dorme... Eu vou apagar a vela e dormimos. Amanhã eu quero te mostrar o riacho que tem aqui perto, também é muito legal lá, tem até uma cachoeira pequena e a gente pode ficar debaixo dela... A água é cristalina, você vai gostar muito...
- Eu vou ter de lavar aquelas vasilhas, a Letícia disse que quando voltar terão que estar lavadas porque vai precisar delas para fazer o almoço...
- Eu te ajudo, não preocupar... serei eu a bombear a água lembra? 
- Você já viu o pantanal? 
- Não, ainda não, estávamos esperando vocês chegarem para irmos juntos!
- Aqui tudo é lindo não?
- Eu também? O que achou de mim? Porque depois que você chegou tudo ficou muito mais bonito! Você para mim é linda!
"Meu Deus, onde isto vai parar? Eu digo que o acho lindo? Vou dizer sim, porque não?"
E falei bem baixinho:
- Sim! 
- O que? Fala de novo!
- Sim mm! Você é lindo!
E o olhei profundamente, quando estava para saltar da cadeira e vir até a mim...
Apavorada falei:
- Acho que devemos dormir.
- Por que?
Mesmo assim ele se aproximou e me deu um beijo no rosto, mas eu não fiz nada... senti vergonha, não reagi, só senti de novo aquele friozinho na barriga, era uma sensação deliciosa, mas não fiz nada! 
Segundos depois, ao olhar para ele que estava sorrindo ao meu lado, lhe dei o primeiro beijo... o segundo... o terceiro...


Sempre achei que tudo na vida tem um momento certo para acontecer e não adianta tentar adiar mais. Aquele era o momento certo! Eu sentia isto... não poderia esperar mais, eu queria experimentar toda aquela sensação que estava vivendo...
E falei:
- Agora, vamos dormir!
Ele me respondeu:
- Agora, sim! Agora, eu durmo!


E assim a noite profunda se fez... cada um estava em seu leito buscando o sono depois de nos beijarmos...
Como dormir com todos aqueles pensamentos agradáveis..."como dormir se na verdade eu quero o seu abraço. Eu quero tocá-lo e beijar mais e mais!
Ele beija deliciosamente e que olhar mais lindo! Quando ele me olha é como se dissesse que estava feliz de ter me conhecido. Era um olhar calmo como se não quisesse me soltar mais!
Mas, porque eu disse de dormir? Que se dane o sono"... e assim, conversava comigo mesma:
"Sabe Olivia, naquele instante a ultima coisa que você poderia ter dito seria vamos dormir. Onde esta aquela Olivia que não se dá por vencida? Do que ela está fugindo? E' mesmo... do que eu estou fugindo? Ele é tão sereno e não faria nada que eu não quisesse".
Eu acho melhor parar de pensar.
Não dormia... o sono não vinha...
- Augusto Júnior!
O chamei de um modo diferente para demonstrar o quanto eu gostava do seu nome.
- Diz, me diga... você falou o meu nome! E eu gostei de senti-lo, com este som lindo da sua boca!
- Dorme pertinho de mim? Não estou conseguindo dormir, queria o seu calor!...
Eu não pude ver o rosto dele naquele momento porque tudo estava muito escuro. Mas quando iluminou novamente o ambiente, ele me olhava com os olhos brilhando, como se tivesse gostado de ouvir o seu nome e também aquele meu pedido inesperado. Sorria maliciosamente... então, pegou sua cama e a empurrou até perto da minha e ali nós dois começamos a colocar lençóis no meio para que não pudesse nos machucar, mas nem seria preciso... uma só cama já bastava para estarmos juntos.
"Mas o que eu estava fazendo? Eu mal o conhecia e queria estar nos braços dele!"
Tudo que pensei antes foi em vão... ele já havia me conquistado. Eu estava carente! E, ele todo quente!
Me beijou mil vezes e dormimos abraçados. 
Sim... apenas dormimos e para mim cada momento foi sublime! Sentir o seu corpo junto a mim foi muito agradável! Sentia tudo completamente excitado... que loucura!
Para mim cada momento tem de vir lentamente. Eu não gosto de agir sem pensar e esta minha reação foi um pouco exagerada eu sei!
Sempre pensei que tudo conquistado lentamente tem mais sabor, mais calor ou até mais amor!
Eu disse que ele teria que ter paciência e fui eu quem não teve nenhuma e... se dependesse dele, o que parecia era que ele teria toda a paciência do mundo para estar ao meu lado!
O que eu sei disto tudo, foi que tudo que eu fiz... eu senti que era o momento certo! O momento certo de sentir seu corpo perto do meu.

Autora: Aymée Campos Lucas
Aventura de Louco, Todo Mundo quer um Pouco
Capítulo 5
Todos os direitos reservados 
Segue capítulo 6



Atingi o 5° Capítulo desta aventura e pretendo escrever mais... muito mais!
Espero que consiga continuar atraindo pessoas para ler, desejando que tudo seja de agrado para todos que aqui passarem.  
Daqui a alguns dias, a estória vai continuar, aguardem.

Para quem deseja ler desde o inicio o Livro, deixo aqui o link:



Um comentário:

  1. Aymée,

    Ler-te é um doce fascinio! A forma como escreves, desperta todas as emoções, reacende todos os sentidos...
    O teu talento para a narrativa é extraordinariamente bem vincado!


    Beijos,
    AL

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