Os InVerSos dEnTROoo De MiM!

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Desejo Muito que Possa Apreciá-lo. São Textos e Poemas Escritos Por Mim.
Eu Gosto Muito de Escrever... Na Verdade, Eu Amo Escrever.



domingo, 9 de novembro de 2014

Viver e Sonhar.


Tem pipa no céu 
Tem pipa no céu
Ela está voando 
Ela está voando
Como um passarinho
Que saiu do ninho

Tem pipa no céu 
Tem pipa no céu 
Ela está voando
Ela está voando
Como um aviãozinho
É tão bonitinho

Olhar para o céu
Olhar para o céu
E ver tudo voar,
Olhar para o céu
Olhar para o céu
E ver tudo brilhar,
Pra gente Sonhar
Autora: Aymée Campos Lucas

Viver e Sonhar
Musica infantil criada por Aymée Campos Lucas

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Um Céu Aberto

Como Ter Um Céu Aberto Em Sua Vida

A vida, a gente complica, depois quer que Freud explica.
Nada seria difícil se aprendêssemos a dizer não para tudo que não desejássemos junto à nós... se não quer arroz com feijão, por desejar uma porção de salada, então diga não e vai buscar o que você realmente quer.
No amor se faz o mesmo, porque um amor pode sim chegar a um fim ou então, nem amou, se enganou, acreditou que poderia um dia virar um amor mais forte.

Dizer não, sair de um relacionamento com dignidade, coragem de enfrentar as barreiras que estarão diante de um fim. Dizer não do mesmo modo que conseguimos dizer por tantas coisas que não conseguimos aceitar.
Diga "não quero" sem precisar errar ao dizer.

Quantos relacionamentos já não existem mais, e mesmo assim, continuam vivendo se se querer. Quantos estão em uma canoa flutuante, esperando encontrar terra firme e jamais encontram. Quantos estão distantes, como se estivessem em uma ilha, mas na verdade, tem um mundo diante de seus olhos. Vive ilhado, esperando que, um dia possa novamente encontrar o que amou. Sim, o amou, porque esta nova vida distante, os afastam sem que percebam e por esta razão não tem mais sintonia.

O Não Entender o Porquê.

Não estão de mãos dadas para seguir adiante... estão somente acolhendo necessidades, que na verdade se torna obrigação, quando um não quer mais dar a mão. 
Só não deslaça, por não conseguir imaginar o mal que poderia causar àquele que já sabe que perdeu. Sabe, mas luta, rema contra corrente, rema para não naufragar ou finge que nada esta acontecendo.
Viver assim, é como acordar todos os dias com o pé esquerdo, nada é bom no seu dia.

Relações inacabadas por medo de ficar sozinho, de ser livre totalmente, de andar para qualquer lugar. E talvez, encontrar um céu aberto, um céu que não fecharia, pois teve coragem de encontrá-lo.
Pessoas tem receio de se libertar, e vão deixando relações mal vividas ofuscarem a sua luz, sua energia.
Tem vez que parece que a loucura é o único caminho para a felicidade. Aquela loucura que ninguém tem coragem de ver que existe dentro dele.
Existem relações que não tem fim, só porque aquele que deseja se libertar, se encontrar novamente, buscar o seu profundo eu, seu desejo maior, não consegue e fica adiando, pois é impossível se não souber negar. Vive dentro de si a desejar, vira pura acomodação. Como somo acomodados!


Se vê de tudo nesta vida para não ficar sozinho e no final, acorda todos os dias sozinhos. Este é o modo para se sentir vivo e se enganar. Procura sorrir por instantes, para esquecer que o lugar que deseja estar não era mais este.
Espaço vazio que um dia era tudo muito simples por ter tido amor, agora se tornou um buraco profundo. Quem te dava a mão para sempre emergir e flutuar vagarosamente aos seus novos desejos, não consegue mais estar presente.

Casais que não são capazes de enfrentar uma separação todo o mecanismo se trava. Vira ferrugem sem jeito de reparos... se dão tempo, perdem tempo, pois o tempo acaba e não se faz nada. E, a vitima, aquela que não queria estar vivendo tudo isto, aquela que fecha os olhos para não ver o que esta diante, fica frágil e a cada dia se torna mais doce do que nunca. 
Isto é uma insuportável demora para aquele que já sabe o que quer, pois, esta doçura ele não suporta. Fica tudo intragável e a vitima perde o fascínio e quanto mais demora ter um fim, mais frágil vai ficando. 

Cada relação perdida tem um modo diferente de ser. São tantos os tipos de fragilidades, de inconsequências, de intolerância. Depende muito do que viveu ou de como é uma pessoa que se relaciona. Existem relações destruídas, onde um deles se acha esperto e espera a vitima errar primeiro para julgá-la, condená-la... e assim, sair ileso de tudo, demonstrando o quanto é bondoso e sofrido por algo que ele já fazia bem antes. Existem aqueles que nem se amam mais, mas continuam com uma demonstração de ciumes porque tomam posse com se o outro ser fosse um de seus objetos que não conseguem se desfazer.


  
Melhor sentir os pés frios e viver sem a companhia de quem não desejamos mais estar em sua companhia, para poder conseguir esquentá-los, de uma maneira desejada, ao encontrar um amor que te faça ferver o sangue.
E, ao olhar para o céu, o ver a cada dia mais aberto para nós, por se sentir feliz de ser amado do modo que precisamos ou que almejamos, procurando não deixar morrer novamente este novo amor.

Autora: Aymée Campos Lucas 


terça-feira, 30 de julho de 2013

Ser diFerENte é ser IGUAL com uma Pitada de AnORmaL.

Seja diFerENte sem se Preocupar com os Pensamentos de uma outra MENTE.

Não vou me adaptar com esta minha nova idade, onde os lugares que passo e encontro adultos como eu, parecem iguais, todos, menos eu... Todos cresceram e eu me sinto mais que perdido, e ainda por cima, pensando que continuo jovem.
Quando se é jovem, a gente por todo instante se sente diferente, audacioso e sempre correndo riscos sem nem se preocupar com as consequências. Agora, nem sei mais quem eu sou... porque tento ser diferente, mas sou igual à toda esta gente.

Onde està, Orlando, aquela alma levada, arteira, animada que vivia se divertindo sem nem se preocupar se tinha ou não tinha uma pessoa amada, ou se iria ser mal falada?
Onde estão os amigos? Aqueles que quando os vejo, parecem robôs enferrujados, pensando que a vida parou, só porque devem cuidar de quem surgiu ao improviso, e serão eles que agora devemos educar.
Nem existe mais em suas faces, belos sorrisos, parece que se envergonham de abrir a boca exageradamente, para gargalhar por tudo que a vida ainda poderia nos ofertar.
Por qual razão eu tenho que ser igual à todos que da minha idade costumam ser?

Olhem pelas estradas da vida, olhem para os rostos que não são jovens, olhem e vejam como são iguais, não fazem nada de anormal. Sao paralisados, desanimados, conformados, vivendo igualmente, sem o desejo de surpreender ninguém... e os jovens ainda continuam a nos vencer, chamando a atenção até mesmo de quem não quer crescer, como eu, ou de quem pensa que a vida já chegou onde deveria chegar, e agora, é hora de envelhecer.   
Não... isto não pode fazer parte de mim, porque eu ainda desejo apimentar muito mais a minha vida. Eu sou normal, sou igual, mas preciso ter aquela pitada de anormal para me sentir diferente, pois, quero me sentir avigorado para poder demonstrar à mim mesmo, diante do espelho, que o meu sorriso não vai ser triste daquele jeito... com a boca fechada igual a de Gioconda, que de velha, não tem nada.

Quando olho aquela imagem naquela tela, sinto vontade de sorrir para ela, sorrir no lugar dela, dar a gargalhada que ela não deu, fazer dos momentos da vida uma grande felicidade, e ainda, poder ser como ela, uma pessoa cheia de capacidade de fazer todos me olharem, só porque estaria sorrindo e não porque seria uma imagem sem vida, esperando a morte chegar ou... esperando um amor que, por muito tempo, conseguiu me ignorar.

Acho que não sou forte o bastante para me apresentar bem, diante da solidão. Ainda estou preferindo encher meus dias com qualquer coisa, mas que seja diferente de sonhos ou diferente desse circuito fechado chamado rotina... só para dar à si mesmo o que comer. Isto não é ser diferente, isto é deixar de aprender por sentir vergonha do que você quer mesmo ser. Crescer não pode ser morrer, endurecer para a vida e de tudo que tem diante de seus olhos. Portanto, se consigo ser o que eu desejo ser, e no final de tudo, ainda conseguir amar, então, vou ter vencido de verdade.
A vida muda as pessoas, não deveria ser assim... depois da juventude, não deveria!

Não deveríamos sentir vergonha de nós mesmos, quando depois que a juventude se vai, deixa marcas, e o que a gente faz é querer esconder o rosto para que ninguém possa te ver, pois, a mente é feliz e jovem, mas o rosto se foi para algum lugar diferente... se foi, porque quando me olho no espelho, nem me conheço mais, me estranho e me envergonho de algo que deveria ser, na verdade, mais de uma daquelas coisas banais.

Autora: Aymée Campos Lucas



quarta-feira, 17 de julho de 2013

Reger o Medo, Este é o Segredo.

Sem apego, sem medo. 
Preciso descobrir este segredo.

Quanta gente vivendo com medo de enfrentar o que, realmente, deveria ou poderia estar vivendo?
São milhares e milhares que, a cada dia, crescem sem direção sem conseguir chegar um pouco em alto, realizando alguns de seus desejos.
São milhares e milhares que chegam em algum lugar com esforço e empurrão, para depois, perder o que achou que lhe pertencia, caindo em depressão e pior ainda, desejando se explodir, do alto, como um balão.
Pessoas que se matam e antes, ainda matam os filhos, pensando que eles não seriam capazes de enfrentar o medo, do mesmo modo que eles não conseguiram. Quer morrer? Vai sozinho. Deixa o outro viver, para aprender que igual à você ele não quer ser.

Não é fácil enfrentar o medo, não, não é fácil. Ele te domina, ele te coloca no chão se você deixar, para que ele se torne corajoso e cruel com você mesmo... vive dentro de você e até parece que se enraíza, de tanto que te faz parar de sentir outros sentimentos, aqueles que te fazem um grande bem. Cada um, desaparece, e não vem nem se lhe oferece um vintém. Todo os outros bons sentimentos se escondem, não tem como encontrar a tal felicidade, se continuar dominando este bruto medo, cheio de vaidade.
O medo parece um político corrupto dentro de você, e consegue encontrar aliados para ajudar na sua campanha, chamada: destruição de mais um Ser. A maior aliada e amiga do medo é a ansiedade, te deixa perplexa com você mesma. Ela te engorda, te faz tremer o corpo, te faz se esconder da vida lá fora, pois, se abrir a porta, todos serão perigosos e podem te ferir, te destruir, te descobrir frágil e assim, a ansiedade ri de você e lança a sua enorme mão à mão do medo, dizendo: Dá-me cinco! 
Nenhum sentimento bom vai querer aparecer, se escondem... são frágeis, eles tem medo do Medo.

Em pensar que um País como Suíça, virou motivo de comentários sobre o modo evoluído e estranho de se pôr na questão Eutanásia. Na Suíça Alemã é permitido este tipo de prática, não é contra as leis do Pais. 
Eutanásia: suicídio assistido para doentes em estado terminal, morte boa, morte voluntária, morte sem sofrimento, morte instantânea, uma doce morte.
E pelo visto, estão querendo muito mais morrer do que viver. Houve um caso que se mostrou diversificado, pois, o paciente conseguiu provar que estava em fase terminal e no final, se foi com a tal doce morte. Se foi, deixando este mundo, mas não estava em nenhuma fase terminal... estava convivendo com o medo e seus aliados: a raiva, a vergonha, a ira que o dominou. Era um Magistrado, Juiz de Direito, aquele que toma decisões importantes para outros, que governa a vida de pessoas errôneas, errou.
Falsificou seus documentos, de depressivo que poderia se curar, se transformou em uma doença sem cura e o País acreditou, a clínica tomou suas decisões e agiram perante às suas Leis que lhe permitem de agir assim. Tudo correto... ou será que fecharam os olhos, pois, era um estrangeiro que pagaria como deveria.

O medo não pode nos vencer, temos que seguir seus passos, como um diretor de filmes seguem, até o fim, a sua estória... aquela criada para chegar a um final lógico e semelhante a sonhos desejados. 
Devemos ser o regista desta estória e não o medo. Quanto ao medo, precisamos aprender a ter desapego, não podemos dar nenhum papel para representar dentro de nossas vidas, deixa ele ir embora ou jogue ele para fora, é raiz maligna e em vez de procurarmos um modo de morrer doce, faça com que ele morra nesta morte assistida por você, veja este medo na sua vida desaparecer, com esta  morte doce só para te deixar viver.
Assim, a gente aprende que reger o medo é o segredo para amar você mesmo, sem medo.


Autora: Aymée Campos Lucas


sábado, 13 de julho de 2013

Aventura de Louco...Todo Mundo Quer um Pouco!... IX

Onde Nasce uma Paixão!

Compramos tudo que podíamos e lá vamos nós, para aquela tão esperada aventura... Irmos em uma cachoeira no meio de uma mata, onde deveríamos abandonar o carro a alguns quilômetros antes de chegarmos nela. Deveríamos fazer uma trilha... 
Alguns metros à pé, para mim, seria uma tortura se fosse em minha cidade, mas ali, não! Ali, tudo estava com sabor de alegria, sabor de descoberta, sabor de desejo. 
Aquele vento de verão que sentia em meu rosto, tinha sabor de satisfação!
Capítulo 8


E assim, a estória continua...
Por Que Esperar? Esperar O Quê?

- Oh meu Deus, estou tão cansada! Falta muito, Júnior, para a gente chegar? Eu não aguento mais... que tal a gente descansar um pouco? Vocês disseram que era perto, mas a estrada não tem mais fim, e o pior que é cheio de mato! Não aguento mais! 
Falei quase chorando para fazer fricote. Eu queria colo, quando minha irmã desmancha o meu prazer de fazer charme, naquela estrada de trilha, que nunca encontrava o fim...
- Ai Olívia, deixa de frescura! Minha nossa, você é muito fresca sabia?
Não vê que tudo isto que estamos vivendo deve ser apreciado. Pare de pensar em coisas complicadas! Você tem o Júnior do seu lado, converse com ele, assim, você se distrai e esquece da caminhada... aprecie, Olívia, tudo, porque isto, será único em sua vida!
- Mas como posso parar de pensar? Meu pé já esta doendo e mais ainda, pisei na lama e sujei todo o tênis, não posso descalçar porque senão posso pisar em algo que me fará mal, aqui é cheio de espinhos pelo caminho, meu jeans não tem mais espaço para agarrar espinhos, sem falar do marimbondo que não parava de me perturbar!
Com você não aconteceu nada, por isso que não está reclamando.
Falei muito irritada, pois, não gosto quando ela faz assim comigo. 
Ela sempre esquece que sou diferente dela em tudo e não vou mudar para agradar ninguém. Tudo bem que tudo isto que estava vivendo era maravilhoso e sonhador para mim que nunca teve a oportunidade de viver antes e é por isto que também era muito difícil! Mas ninguém me compreendia... Nem Augusto Júnior. Ele não se pronunciou para me proteger! 
Já estava nervosa quando Lucas fala:
- Marimbondo? Medo de marimbondo, Olivia? Quero ver o que faria quando acontecer da gente cruzar com uma onça ou macacos selvagens que vivem aqui!
- Você está brincando, não é, Lucas? Me diz que é brincadeira vai... não acredito que você me trouxe em um lugar assim cheio de bichos. Você não havia falado de onça. 
Júnior, isto é verdade?
- Conta para ela, Júnior o galope que fizemos desesperados, caindo na água em mergulho!
Falou Lucas. Foi assim que ele respondeu a minha pergunta.
- Não... Conta você! Diz quem foi o herói desta historia.
Respondeu Júnior todo orgulhoso.
- Claro que foi o Júnior. O cara é o cara! Me salvou de uma que vocês nem podem imaginar...
Meus olhos arregalaram, dando toda a atenção para Júnior, sentia medo do que iria contar e Letícia em vez, ficava só sorrindo.
- Tudo bem vou contar... Quando vimos a onça, começamos a correr desesperados e começamos a gritar: "corre para água, corre para água porque na água ela não entra". 
E assim fizemos. Quando pensamos que estávamos salvos, ali na água,  todos os dois sorridentes por vê-la parada na rocha a nos olhar, por alguns instantes antes de sumir, aparece um jacaré que corria em direção do Lucas. 
Comecei a gritar "Lucas, o jacaré! Misericórdia, olha o jacaré!... Ele vai morder seu pé!"
- Tá de gozação não?
- Não...isto é serio! Tudo isto é verdade, linda!
Ele estava me chamando de linda e eu estava gostando... Acreditei e perguntei:
- O que você fez, então?
- Não tive escolha... Tive que me transformar em Rambo, Indiana Jones, sei lá, algo parecido. 
Só sei que eu coloquei o lenço na testa, peguei meu facão na bota e com apenas uma facada na cabeça dele, virou churrasco para nós!
Só se sentia risos, gargalhadas de Lucas... Ele não esperava toda esta imaginação de Júnior, estava despreparado para a sua resposta, que o surpreendeu demais!
Ali pensando, vi que era tudo mais uma de suas palhaçadas para me assustar. Eles se divertiam com esta minha inocência...


E eu acreditava, porque não era uma pessoa que mentia ou inventava e pensava que eles, para mim, seriam sempre verdadeiros... Esqueci que pessoas gostam de brincar, gostam de se divertir e ironizar situações e quem leva desvantagens são aqueles que não sabem jogar, são ingênuos, não sabem enxergar quando tudo não passa de ironia, brincadeira.
Esta sou eu, acreditava em tudo. E eles se divertiam...
Mas eu também estava me divertindo, aprendendo que na vida o divertimento me fazia bem... era tão bom estar vivendo tudo isto! E mesmo sendo difícil para mim, eu estava gostando das alegrias que surgiram assim, ao improviso em minha vida e que se tornavam, cada vez mais, presente. Eu não precisava imaginar, sonhar, me iludir... Estava acontecendo realmente, estava vivendo um presente para um dia relembrar no futuro e me deliciar, sabendo que na minha juventude eu pude ter tido experiências assim como esta.
São privilegiados e de punhos fortes as pessoas que podem e tem coragem de viver o seu presente cheios de aventuras e criatividade.  Porque coisas em nossas vidas, ao meu ponto de vista, devemos viver sempre no presente, procurar realizar e não esperar para que um dia possa acontecer, porque poderá ser tarde demais! E o tempo não espera... ele vai passando e você não fez quase nada que estava na sua lista, acabando em uma cadeira de balanço sem poder contar suas histórias para seus netos, porque não vai ter história para contar... 
Eu já tinha uma linda história para contar e por isto, nem fiquei com raiva deles... Eu também comecei a gargalhar beijando o meu herói!
Meu novo e provável amor era inteligente, astucioso! Ele inventou toda esta história só para que eu esquecesse da caminhada que me deixava nervosa. 
Ele queria apenas me distrair,  porque toda esta conversa surgiu, mas continuávamos a caminhar quando sem que eu menos esperasse, surgiu em minha frente toda aquela radiante beleza!
Como descrever este paraíso? Como dizer para a minha alma o que meus olhos estão doando para ela!


-Nossa que lindo! Que coisa mais linda, vida! 
Fala suspirando Letícia ao ver aquela beleza diante dela!
- Sabia que iria ficar fascinada, amor! Não via a hora de ver seu rosto ao vê-la! Minha nossa, amor, seus olhos estão paralisados.
Eu fiquei calada por algum tempo, porque queria olhar toda aquela beleza... Eu também estava paralisada, muda e quando saiu o som de minha boca, parecia uma explosão porque os meus olhos se encantou com tudo que via!
- Santo Deus, que presente mais lindo que você me deu! É  deslumbrante, realmente fascinante.
- Ah! Então, foi Deus quem te deu tudo isto, não fomos nós, não?
E sorriu, porque sabia realmente que Deus havia nos proporcionado aquela visão!
Assim respondi o abraçando, olhando com carinho e desejo:
- Digamos que vocês foram guiados por Ele para me oferecer um pouco de alegria e paz, porque eu achei tudo isto um paraíso. Eu estou realmente agradecida por tudo que Deus està me fazendo viver!
- Seus olhos demonstram tanto brilho em ver este pequeno paraíso... Eu sabia que você iria gostar, desde quando te falei dela, ontem... Não sei dizer o porque, mas quando te olhava ao te conhecer, pensava que você era um tipo de pessoa que ao ver água não resistiria em somente olhar e sim senti-la. Eu te via assim... 
Que carinhoso ao me falar o quanto procurava me conhecer desde o inicio. Me fez sentir curiosa e alegre então perguntei:
- Mas porque você pensou isto?
- Me diz, primeiro, se estou certo?
"Dizer se estava certo? Não precisava, meu corpo demonstrava... Só havia prazer! Prazer de ver aquele paraíso e todo aquele olhar ao sorrir para mim!" 


Quando ele me falou sorrindo, me perdia!  Cada vez que o via sorrir, eu me derretia... assim, respondi com uma voz macia toda dengosa.
- Sim! Você esta certíssimo... Eu adoro água! Ver um rio ou ver o mar me deixa louca de alegria e quero sim, estar dentro dele sempre que o vejo. Quando entro não sinto vontade de sair para nada. No chuveiro também é assim... minha mãe se enlouquece com as contas a pagar.
Mas porque você imaginou isto? 
Me olhou e respondeu:
- Poderia dizer coisas do ar como voar, escalar montanhas ou... Coisas da terra como acampar em um vale, onde o paraíso são as montanhas que tem em torno, mas em vez, disse água, porque quando te vi olhando todo aquele rio em Cuiabá, a primeira coisa que você fez, foi se aproximar, tirar seus sapatos e se molhar... Tentava pegar a água do rio e eu reparei tudo isto. Não sei se você notou, mas desde que te vi, não fiz outra coisa que te observar.
- Ficou encantado comigo? 
"Mas porque eu fiz esta pergunta? Assim eu o provoco e depois o que faço?
Ai meu Deus, ele me arrepia toda com seu olhar... E' um olhar de pedinte e eu não consigo resistir, mas tenho de resistir, não é o momento para coisas mais quentes... eu acho que não. Mas, isto tem momento? E qual seria?  
Odeio esta coisa de achar que tudo na vida tem de ter seu momento, tem de ser analisado, estudado e esperado. Quem foi que criou essa regra, deveria ser banido da terra... faz a gente procurar uma pureza nas coisas quando a gente não quer, quando na verdade quer experimentar, sentir o gosto, principalmente quando este desejo vem para nos dar prazer! 
E assim, aquela voz lá do fundo do meu eu, me fala como se estivesse me recriminando com as coisas que estava pensando e desprezando:
Olívia, todas estas regras partem de Deus, de seus mandamentos, não desprezá-los!
Mas eu vou resistir porque eu sou uma que verdadeiramente faz parte dessa regra, mas não sei até quando! Esperar... esperar... esperar o quê? Vivo me perguntando."
Pensamentos relâmpagos surgiram antes que me respondesse... aliás, ele já estava respondendo e eu não escutava nada... eu estava no mundo da lua e quando me despertei, só via a sua boca se aproximando, suas mãos  atrevida me tocando. Quando dei por mim, já estava rolando no meio de um gramado que tinha ali perto da cachoeira... Acho que se entrasse na água, naquele momento, sairia fumaça por apagar aquele meu fogo.
Letícia me chama... ela me salvou, consegui esperar o momento certo... se é que existe isto!
Na verdade, ela não me salvou... acho que me atrapalhou! Por pouco, não esperava nada! Esperar o quê? Por que tenho de esperar? Aquele beijo foi tudo! Eu estava fervendo de prazer...


- Olivia, vem! Vamos vestir o biquíni?
- Vai... vai la vestir o biquíni... não vejo a hora...
Falou Junior com um ar de desejo.
- Não vê a hora de me ver de biquíni? Mas o que vai mudar? Não vai mudar nada!
Respondi.
- Ei, espera, você não me deixou terminar a frase... eu estava dizendo que não vejo a hora de entrar na água... Nossa, mas por que toda esta defesa? Tudo bem, quero te ver com este biquíni sim... não vejo a hora de entrarmos nesta água. O que vai dizer agora?
Perguntou para mim.
- Nada... Vou vestir o biquíni.
E assim, fui para perto de Letícia, pegamos o biquíni e perto de uma árvore  enquanto nos vestíamos ela começou a falar da cachoeira, o quanto gostou do lugar e me perguntou se eu havia gostado. 
- Nossa, é tudo tão lindo!
De repente comecei a ouvir um barulho... Era vozes dos dois que estavam organizando algo que não conseguia ver. Então perguntei:
- Mas, o que eles estão fazendo?
- Estão montando as barracas!
- Mas que barracas?
- Olivia, não vai me dizer que você não viu eles trazendo barracas nas costas, enquanto caminhávamos?
- Não... eu não sabia que eram barracas, pensava que eram mantimentos, e outras coisas mais. Mas porque barracas?
- Provavelmente vamos acampar, hoje e aqui, porque vai ficar muito tarde para voltarmos... Lucas disse que não tem perigo algum!
- Meu Deus! Mas, como não tem perigo, isto aqui é mato puro! 
- Por isto mesmo que voltar tarde é muito mais perigoso... Eles vão fazer uma fogueira e montar as duas barracas e amanhã cedo, depois de um belo mergulho, a gente vai para o sítio.
- Estou nervosa... Vocês fazem as coisas e eu nunca sei o que vão fazer... No mais, vou ter de dormir com Júnior em um barraca... Minha nossa!
- Olivia, não fazer seus dramas. Eles já fizeram isto e não aconteceu nada, ao contrário, eles disseram que dormiram tranquilamente.
- Você sabe de tudo e eu nada sei... Porque Júnior não me falou nada quando estávamos caminhando?
- Porque você só fazia que reclamar e não escutava.
A este ponto eu me esfriei toda, aquele calor dentro de mim virou brasa apagada. Sentia medo de dormir ali, no meio da mata.
Muitas vezes, achava toda esta aventura um pouco louca... Fazer tudo isto só para estar perto de uma cachoeira? Correr perigo por causa de água? Para mim era muito complicado enfrentar aventuras como esta, mas também sentia que deveria viver tudo isto, porque era diferente e muito agradável, mesmo sentindo medo, às vezes. 
Comecei a me acalmar, comecei a imaginar que ele perto de mim não deixaria acontecer nada grave. Perto da cachoeira, tinha um espaço aberto e o mato era raso, parecia um gramado e era ali que eles estavam montando as barracas. 
Vestimos os biquínis e fomos ao encontro deles para ver tudo de perto.
Sentia o olhar dele querendo ver o biquíni, mas estava com uma camiseta por cima  e provavelmente isto o deixou bravo... 
Letícia ao contrario, já foi para perto deles só de biquíni. Quando o olhei, vi no rosto dele uma enorme interrogação como se quisesse me perguntar porquê de colocar uma camiseta, mas não falou nada, só me abraçou e falou da montagem da barraca. Me explicou que não havia perigo algum, que eu poderia estar tranquila. 
Me senti mais segura quando ele falou todo carinhoso me abraçando forte e me tocando por todo o corpo. Acho que queria sentir o biquíni e murmurou... 
- Tira esta malha! Vai, tira ... daqui a pouco, termino aqui e a gente cai na água!
A brasa se acendeu novamente...
Quando ele me olhava e me abraçava, não era como tantos casais que existem nesta vida... casais tranquilos como se fossem totalmente acostumados um com o outro.
Comigo não era assim... Era tudo descoberta! 
Havia uma timidez da minha parte e muitas vezes, me sentia em dificuldade de aproximação e quando me aproximava dele, tudo mudava. A começar do coração que acelerava, meu corpo esquentava... Eu fervia por dentro, não era normal! 
Era como se colocasse gasolina no motor de uma Ferrari ou... igual uma água de rio perto de uma cachoeira ou... como uma águia em voo,  um vulcão em erupção... meu corpo parecia que havia feito sauna, tudo suava... havia muita sensação, muito desejo!



Augusto Júnior... stop!

Havia muito desejo entre nós e agora, depois que coloquei o biquíni que ele queria tanto ver em mim, eu estou achando que ele está sentindo o mesmo...
Enquanto ele terminava de montar a barraca, eu fiquei ali pensando coisas:
"Minha nossa! Seus olhos parecem fogo e se aproximar muito eu viro cinzas! Se eu bebesse toda esta água doce, deste rio, penso que não me acalmaria e nem ele!
Não sei o que ele está pensando, não sei o que poderá acontecer... Só sei que deveria esperar... 
Ele está muito diferente, hoje. Está mais corajoso no modo de se expressar, não tem medo de pedir o que deseja...


Está totalmente atrevido, como se não quisesse respeitar nenhuma regra. Mas, quando se trata de sentimento não pode haver regras! Nossa, eu estou muito confusa. Sei o que quero, mas estou fugindo.
Tem hora que sinto vontade de conversar com a minha irmã um pouco, para saber a sua opinião. Mas eu evito. Letícia me entende, me conhece demais, mas sempre tenta mudar o meu jeito de ser. Na verdade, ela não me escuta e sim me induz a fazer o que ela pensa que é o certo. Talvez, a opinião dela seja mesma a certa... Na verdade, eu preciso do empurrão dela e sei até o que iria me dizer."
Assim, ela se aproximou e me falou baixinho, enquanto os dois estavam distraídos:
- Ele não tira o olho de você. E acho que chegou o momento, maninha, de se curtirem o máximo!
- Você acha isto? Talvez, seja melhor esperar mais!
- Esperar o quê?  Você fica ai pensando em esperar, esperar... mas no final vão acabar juntos, então te pergunto: quê você quer esperar se já estão se desejando? Estamos em férias, é uma coisa passageira, vai terminar e quando estiver faltando uma semana, você resolve se entregar e quando for embora, vai viver toda a viagem a pensar porque não fez antes. E ao contrario, poderia estar recordando belos momentos que viveram, tudo que fizeram de belo, do mais simples toque de mão, até ao sexo!
Sabe, Olívia, isto que estamos vivendo é uma aventura e vai acabar, pense nisto.
Dali, levantou uma outra Olivia decidida, mas ainda um pouco moderada...Minha irmã estava certa. Não vou esperar mais nada...
A barraca estava pronta e tínhamos muita merenda e bebidas para nos aventurar à vontade. Ele me pegou pelo braço e me levou para a água...


Dali em diante, não tive mais sossego. Lucas o chamou para pescar mas ele não queria...
Letícia naquele momento falou para Lucas nos deixarmos sossegados um pouco e assim, fomos para a barraca depois de tanto estar na água, com a desculpa de nos secarmos e me mostrar tudo lá dentro. Até parece que eu acreditei...
Me tocava, me tocava por toda a parte que podia e que eu permitia. Olhou minha tatuagem e quis saber o que significava. Expliquei que era as iniciais do nome de minha avó materna... Dizia que fiz a tatuagem porque a amo muito e que meu coração era dela. 
-  Só dela?
- O que? Não entendi?
- Seu coração, é só dela? E eu?
- Quase seu! 
"Que resposta que estou dizendo... Este coração já é dele a muito tempo... Não vou dar o braço a torcer, onde já se viu? Não vou me entregar fácil os meus sentimentos... Posso demonstrar, mas dizer, ainda não!"


O toque de suas mãos me faziam ir às nuvens, seu beijo me excitava demais!
- Não posso continuar, agora não?
- Por que não? O que nos impede? Estamos aqui dentro, tranquilos, a sós e eu estou te desejando tanto...
- Eles podem aparecer ao improviso...
- Não vão, claro que sabem que não queremos os dois aqui. Não pensar... me beija, esquece tudo, só me beija. Eu quero tanto estar com você!
E assim, foi só esquentando, e então, falei... eu era próprio um desmancha prazer, aquilo não era coisa de se dizer.
- Não temos camisinha, por isto que devemos esperar... só vou estar com você quando você comprá-las! Pronto, falei.
- Claro que tenho! 
- Você tem?
- Sim... comprei lá no armazém. Enquanto vocês compravam biquínis, eu comprava camisinha.
- Mas, esta camisinha pode não funcionar e depois, não terá mais para nos socorrer.
- Tem mais de uma! Eu comprei várias...
- Quantas?
- Mais de trinta...
"Meu Deus, o mês só tem trinta dias... já estamos terminando a primeira semana e ele me compra mais de trinta... Onde isto vai parar? Como é atrevido, quando me deseja... como é deliciosa a sua mão em meu corpo... eu estou tremendo, cada vez mais, e penso que ele sente tudo isto que vem de dentro de mim, porque a minha respiração está anormal, muito ofegante!
Ele fala pouco e me provoca com suas mãos sem parar... não consigo mais esperar nada! Eu o desejo, e sei que quando me sentir completamente tranquila, aí sim ele vai sentir e ver quem é que comanda aqui.
Eu sou possessiva, gosto de liderar e quando o beijar, ele vai sentir que eu quero mesmo é sugá-lo, saboreá-lo, provocá-lo!"
Não esperei mais... Me entreguei totalmente! Quanta calma, quando me silenciei... Quanto carinho e como foi maravilhoso!
Que recordação louca vou ter para toda a minha vida! 
Eu o acho lindo e agora, estou dentro de uma barraca em seus braços e ele pedindo bis! Ele sabe fazer... Bem, não é o que estão pensando, me deixa terminar... Ele sabe fazer uma mulher feliz! Estava ali, naquele cantinho  aconchegante e não queria mais sair, por nada... meu ninho de amor... Só existia perfume de flor!


Eu não vou  descrever o que fiz, porque seria um pouco exagero, pois, é o meu mais profundo íntimo. Posso dizer que tudo foi divino e os detalhes eu guardo dentro de mim, para sempre! 
Quanto às camisinhas, ainda tem um monte para se usar por toda a noite, afinal dormiríamos ali. 
O que sei é... que para chegar no fim do mês, teremos de comprar mais. Eu calculei errado.
Um som surgiu...
- Vamos dar um mergulho, agora, e depois, pescar, que tal? 
Assim, Júnior falou depois de nos acalmarmos... Era fim de tarde, mas a claridade ainda era intensa.
- Eu adoro pescar e queria poder pegar um peixe. Adoraria!
Respondi sorrindo para ele.
- Talvez, Lucas tenha conseguido pegar algum... Se conseguiu, a gente vai assar nesta noite na fogueira. Você vai ver como é legal aqui de noite... não precisa sentir medo, o fogo nos protege e a barraca é muito fechada, não tem nenhum perigo.
Todo carinhoso querendo dar proteção.
Quando ele saiu para falar com Lucas, pôde perceber que se ele não pescasse,  não teria peixe, pois, Lucas também se enfiou dentro da barraca deles. Então, Júnior preparou o anzol e lá fomos nós pescar ali por perto.

Autora: Aymée Campos Lucas
Aventura de Louco... Todo Mundo quer um Pouco.
Capitulo 9
Todos os direitos reservados  




Elenco musical deste capitulo:
Papa Roach - Forever
Je t'aime... moi non plus
Pixie - Here Comes Your Man
Travis - Closer
Natalie Imbruglia - Torn
Damien Rice - The Blower's Daughter
As músicas foram retiradas do blog, porque o programa não estava funcionando 


Para quem desejar ler o inicio do meu livro, este é o Link:



Ufa! Consegui realizar o nono capitulo e adorei! Não via a hora de poder postá-lo e agora, vou rumo ao décimo... Minha Nossa Senhora, rumo ao décimo, pra mim, é demais!
Me aguardem!



domingo, 12 de maio de 2013

Existe um lugar certo para chorar?

Eu preciso chorar, mas não encontro um lugar.

Uma das coisas mais difíceis nesta vida é chorar, não tem como achar um lugar.
Chorar é uma necessidade como qualquer outro tipo de ação,  porque talvez, poderia te curar até de uma depressão.
Mas, se você chora dentro de casa, logicamente vai entrar no banheiro, e se nesta casa vive outros com você, na porta vai bater... se abre, pode saber que deverá responder a este ato sem querer. Parece até que nos condenam e precisam de respostas para que te dê a liberdade. Mas, era somente um desabafo, nem eu mesma sei o porquê de tanto choro. Como posso explicar que as minhas lágrimas não valem ouro?

Desista de fazer isto em casa e vai procurar outro lugar. Onde? Nada melhor que uma igreja, lá, posso chorar e ninguém vai querer saber o motivo deste choro, ali todo mundo chora e depois vai embora. Esquecendo que, ao experimentar este novo modo de chorar, não tive sossego, quando ao chorar, o Padre ao pregar me fazia sentar, ajoelhar e levantar.
Foi assim que percebi que a igreja não era o lugar certo e necessitava imediatamente de encontrar um lugar ali por perto, mas qual? Oh meu Deus! Justo eu que pensava que chorar fosse tão normal.

Nada é fácil neste mundo, nem chorar mais eu posso. De repente, olhando bem em frente, senti vontade de sorrir, minha face se esplandeceu, o sorriso tomou conta do meu rosto, pois, encontrei um lugar que foi Deus a me mostrar com gosto.
Olhei aquele território sem fim, todo para mim. Era um cemitério e ninguém poderia me ver, nem mesmo num aéreo.
Feliz e contente fui chorar, precisava só encontrar um lugar para me sentar... assim, fui escolher:
"Aqui Jaz Maria"... não gostei, decidi que ali não ficaria. Pouco em frente tinha o túmulo de Miguel, tinha da Carmelita e um outro escrito: "Aqui Jaz um Coronel". Tinha túmulo até de um cão e escolhi chorar no túmulo do João.

Quando me preparei para o primeiro respiro de um grande choro e as lágrimas iniciavam a cair, surgiu uma mulher, que mais parecia vigiar por toda a noite e todo dia aquele túmulo, desejando descobrir se João tinha uma amante. E por infelicidade, naquele instante, tudo se transformou em calamidade.
Ela se alterou, me avançou tentando me bater e gritava:
- Então era você, que eu também tive que manter?
Cuspia ao gritar, que mais parecia um chuveiro e dizia:
- Onde está todo o dinheiro que deixei com meu marido? Foi você,  sua safada, que dormia com o meu querido? E agora? Vem chorar para pedir perdão, bem aqui, no túmulo do meu João?
Era uma esposa traída e falida, pensando que fui eu a destruir sua vida.

Naquele instante, descobri que nunca mais poderia chorar no túmulo de uma pessoa estranha. Por pouco apanhava, pois, o João, mesmo morto, ainda tinha alguém que o amava. Na verdade, descobri que não poderia mais chorar, por não encontrar um lugar justo para ficar.

Autora: Aymée Campos Lucas


Escrevi este texto depois de ver na televisão uma comediante italiana recitá-lo, de um modo diferente. Achei maravilhoso, criativo e tiro o chapéu para uma artista como ela.
O tema recitado foi enorme e o que eu escrevi  pouco por tudo que vi ela representar ao utilizar este tema: O CHORO.